Distopia feminista revela a força de mulheres invisíveis contra um regime autoritário
E se o mundo fosse controlado por um governo que apagasse sua identidade, seu passado, seu nome? E se a única saída fosse se tornar o próprio fantasma… até o dia em que você decidisse lutar?
Em A colmeia, Margaret O’Donnell cria uma distopia poderosa em que mulheres invisibilizadas, conhecidas apenas como “Cinzentas”, desafiam o sistema por dentro. O romance foi publicado originalmente em 1980, mas nunca foi tão atual. Agora chega pela primeira vez ao Brasil, em edição da Vestígio, com tradução de Bia Nunes de Sousa.

Mulheres apagadas. Um levante silencioso. Um regime prestes a cair.
A protagonista, Sarah Hillard, é uma operária programada para obedecer ao Estado. Sua identidade foi removida, sua vontade anulada, seu nome esquecido. Mas ao longo da narrativa, ela recupera a consciência e passa a liderar um levante clandestino de mulheres como ela: invisíveis, subestimadas, mas determinadas a derrubar o regime de Gorston sem disparar uma única bala.
A colmeia narra essa conspiração com ritmo envolvente e uma precisão quase cirúrgica. É um livro sobre como o poder oprime e sobre o que acontece quando quem foi apagado encontra uma nova forma de existir e resistir. Ao contrário de outras distopias violentas, A colmeia mostra o poder do planejamento, da colaboração e da palavra impressa.
Por que este livro é atual?
Mais de quarenta anos depois de sua primeira publicação, A colmeia chega ao Brasil como um romance de impressionante atualidade. Em um mundo ainda marcado por autoritarismo, retrocessos nos direitos das mulheres e vigilância institucional, a narrativa de O’Donnell funciona como uma advertência e uma inspiração.
A visão da Vestígio
Na Editora Vestígio, acreditamos na força de narrativas que desestabilizam certezas e desafiam estruturas de poder. A colmeia é uma distopia rara: escrita por uma mulher, centrada na ação coletiva de mulheres, e com uma proposta radical de transformação. Publicar este livro no Brasil, após mais de quatro décadas de invisibilidade, é um gesto editorial de resistência e um convite à reflexão, à memória e à mobilização.
🗣 Para leitores de:
- O conto da aia, de Margaret Atwood
- A mão esquerda da escuridão, de Ursula K. Le Guin
- Kindred, de Octavia E. Butler
- 1984, de George Orwell
A colmeia já está disponível nas principais livrarias e em nosso site.








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